MEDICINA HIPERBÁRICA (MH)

É a área de atuação médica dedicada aos aspectos fisiopatológicos do mergulho e do trabalho em ambientes pressurizados (mergulho seco).

Oxigenoterapia hiperbárica

A oxigenoterapia Hiperbárica é uma modalidade terapêutica física que consiste na inspiração de oxigênio puro, dentro de uma câmara (câmara hiperbárica), a uma pressão superior à atmosférica, proporcionando a obtenção de pressões parciais elevadas. Durante uma sessão de tratamento em câmara hiperbárica, o corpo sofre diversos efeitos físicos e metabólicos, sendo particularmente importante o aumento em cerca de 1900% na quantidade de oxigênio dissolvido nos fluidos e tecidos corporais, aumento esse responsável pelos efeitos terapêuticos da oxigênoterapia hiperbárica.

A utilização da oxigenoterapia hiperbárica de forma cientificamente fundamentada é recente e o seu potencial para melhorar a oxigenação tecidual e tratar infecções anaeróbicas data da década de 60 do século passado. Na literatura, encontramos cada vez mais de indicações para essa modalidade terapêutica.
(Acessar a RESOLUÇÃO CFM nº 1.457/95 )

Com o advento da oxigenoterapia Hiperbárica, coadjuvante a todos os esquemas terapêuticos aplicados e a troca de conhecimentos entre 3 especialidades diferentes, o atendimento dos pacientes deveria ser multidisciplinar com a atuação de outros profissionais como da nutrição, fisioterapia, enfermagem especializada em tratamento de feridas, educação física e psicologia. Disciplinas que se articulam para formação da UNIAD. Com essas atividades e avanços terapêuticos, houve uma redução significativa nas indicações de amputações e descompensação metabólica. Esta conduta multidisciplinar é a recomendação da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da saúde do Brasil.

Condições clinicas que apresentam inflamação, infecção e/ou isquemia podem melhorar acentualmente quando se emprega simultaneamente ao tratamento convencional a oxigenoterapia hiperbárica (OHB)

• Doenças ligadas a compressão e descompressão (acidentes de mergulho)
• Fasceítes;
• Gangrena gasosa;
• Osteomielites;
• Pé diabético;
• Abscesso cerebral;
• Anemia aguda, na impossibilidade de transfusão sanguínea;
• Celulite;
• Deiscências de suturas;
• Escaras de decúbito;
• Infecções necrotizantes de tecido moles;
• Lesão por esmagamento;
• Lesões actínicas de mucosas;
• Lesões pós radioterapia (Proctite actinica, cistite actinica);
• Lesões refratárias;
• Medicamentos ou por toxinas biológicas (aracnídeos, ofídios, insetos);
• Miosites;
• Osteorradionecrose e radiodermite;
• Queimaduras térmicas e elétricas;
• Reimplantação de extremidades amputadas;
• Retalhamento ou enxertos comprometidos;
• Síndrome de Fournier;
• Úlcera de pele;
• Úlcera por vasculite auto-imunes;
• Vasculites agudas de etiologia alérgica.
• Envenenamento por monóxido de carbono, inalação de fumaça cianeto ou derivados;